terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Revista Herói - A Heroína de seu tempo


















Numa era pré-internética pintava nas bancas a primeira edição de uma revista que revolucionaria o universo dos aficcionados por animação, cinema, quadrinhos e cultura pop em geral, a Herói, que trazia na capa o Seiya prometendo uma matéria sobre a animação do momento, já tendo em vista explorar em todos os aspectos aquilo que mais estava em evidência na mídia de produtos infanto juvenis. Assim que bati o olho na revista comprei na hora. O ano era 1994. Descobri que além da matéria sobre Os Cavaleiros do Zodíaco, que afinal de contas não dizia nada de novidade, tinha também matéria sobre outros heróis do Japão como kaku Ranger, além de Spawn, Batman e Wolverine, a deste último também não contava nada que qualquer nerd não já soubesse, mas como na época as pessoas eram carentes de informações de nossos heróis favoridos a empreitada foi muito bem recebida, mesmo que em formatinho e de poucas páginas. Logo depois chegaram às bancas as próximas edições, e uma sucedendo a outra num ritmo bem rápido que até assustava, visto que o público alvo era as crianças, que teriam dificuldade em juntar trocados para tanta revista em tão pouco tempo, chegava a parecer que a revista não tinha periodicidade até ser anunciado que a danada era semanal, e claro que as primeiras deviam ter tido problema de distribuição até mesmo por se tratar de uma novidade que carecia de um tempinho de experiência. Custou 1,95 por toda sua vida útil, e nisso ela tem mais um ponto positivo, afinal é uma das poucas revistas brasileiras que não sofreram com o vilão da inflação. Apesar de falar de tudo um pouco em matéria de entretenimento e personagens, a revista tinha um ponto negativo, a devoção ao anime Cavaleiros do Zodíaco, chupando todo o sulco do universo criado por Masami Kuromada até a última gota. Tudo bem que era o carro chefe da publicação, atraindo mais e mais leirores para a revista, mas quem não era fan era obrigado a dividir as páginas da querida publicação em cerca de 75 % Cavaleiros e o restante de outras matérias.

A partir do número 24 a revista passou a se chamar Herói Gold e ganhou algumas páginas a mais, mas continuava falando sobre Os Cavaleiros no maior spoiller descarado, contanto toda a saga em mínimos detalhes, até, se não me engano, a edição 54. Mas até aí tudo bem, a revista conquistou novos leitores, manteve os antigos, e até a galera mais velha, sabendo que o que a revista falava não era coisa exclusiva de moleque, aprendeu a amá-la. A Herói equivaleria hoje a uma revista Crash, só que com a vantagem de não ter Internet para atrapalhar as vendas, e no geral, o custo da revista era até barato, pois se manteve em formatinho e com um número de páginas que não a transformaria numa encadernação, mas claro que sempre com matérias boas e a galera que fez o nome da publicação como Odair Braz Júnior, Alexandre Nagado, Ivan Finotti, André Forastiere, Rogério de Campos, Marcelo Del Greco, e o respondedor de cartas metido a mulherengo Elvis Ricardo Jr, que fazia o Corréio Galáctico, uma seção pérola da revista.
Como tudo que faz sucesso gera imitação, rapidamente se alastrou nas bancas cópias da revista, como Heróis do Futuro, Japan Fury, publicação voltada apenas a animes, e Animação, essa de formato americano, e sua primeira edição vinha acompanhada com uma clara frase de cutucão à adversária/ original, "Revista Animação: Muito Mais que Heróis". Como moleque curioso que eu era, comprava todas revistas que continham informações importantes sem o menor preconceito, mas não colecionava, minha queridinha mesmo que eu comprava religiosamente continuava sendo a Herói, que parei de acompanhar alguns anos depois. Nesse período que passei afastado da revista percebi que ela foi sofrendo uma mudança aqui, ali, mas nada que a descaracterizasse, mas foi perdendo páginas. Em um determinado período a revista deu cria, foi lançada versões da mesma equipe de revista de música (Som, que só durou um número, trazendo os Mamonas Assassinas na capa, apesar da revista Herói anunciar uma próxima com matéria do Sepultura), Herói Games, uma em formato americano que era a Super Herói cuja frase de efeito era "Uma Revista À Prova de Nerds" e a mini Herói, revistinha pequenininha e mixuruca que vinha de brinde com outras publicações, mas nenhuma delas fez tanto nome e causou tanto impacto quanto a Herói (ou Herói Gold, tanto faz) tradicional. E por falar em brindes, ao contrário das concorrentes, a Herói não oferecia nada além de pôsteres em uma ou outra edição, mais um motivo que nos faz considerar a revista como uma publicação de custo barato. Até hoje me lembro da edição comemorativa de ano novo que trazia os Power Rangers na capa, na minha opinião a melhor já lançada, recheada de matérias legais, só que o tamanho era exageradamente gigante e tive dificuldade em encontrar lugar para guardá-la, creio que se não fosse isso a teria até hoje.


A revista parou de circular entre 97 ou 98, não lembro bem, mas não sem antes ultrapassar a marca das 100 edições lançadas, mas voltou em agosto de 1999 com a Herói 2000 trazendo na capa Pokémon, até então desenho do momento. Comprei alguns números anté perceber a revista se escassear aos poucos na banca até sumir de vez, mas aí eu já estava me iniciando nesse novo vício da era moderna que tornou a revista dispensável para mim. Mas também me rendeu bons momentos, sobretudo reviver os áureos tempos de estudante primário colecionador da revistinha Herói, e acreditem que eles continuavam falando dos Cavaleiros do Zodíaco de vez em quando. Entre uma das pérolas da herói 2000 lembro de ter lido sobre o seriado As Aventuras de Tiazinha, vinha até com mini pôster em desenho estilo mangá dessa maravilha, "crássico dos crássicos", tomara que um dia eu consiga baixar essa belezura.
Como aparentemente a revista não sobreviveria hoje em dia, e se adaptando ao mundo moderno, a revista não acabou (ebaaaaaaaaaaaaaaa), e sim virou site. O que seria a revista impressa você pode acompanhar nesse site / blog http://www.heroi.com.br nem preciso dizer que é um dos que vivo acessando, né?
Tanto o site quanto a revista que me acompanhou na adolescência é uma grande fonte de influência para mim, inclusive para escrever esse blog.

7 comentários:

Anônimo disse...

Eu colecionava a Heróis do Futuro. Saudades daquele tempo...

Anônimo disse...

Eu colecionava a Heróis do Futuro. Saudades daquele tempo...

Anônimo disse...

Poxa..recordaf é viver!!! Parece que foi ontem. Eu colecionava muito. Nossa senhora. Eu era tao colecionador que as vezes comprava duas edicoes:uma para ler e manusea-la frequentemente e outra para guardar intocavel. #Loucuratotal. #Orgulhonerd hahahhaag

Anônimo disse...

Infelizmente eu nao sou dessa epoca =/ pois nasci no final dos anos 90 e hoje tenho 15 anos, mais uma coisa eu percebo,que talvez nessa epoca de 1990 e talz a vida deveria ser mais feliz, e os adolescentes também, pois todos curtiam intensamente =) E nao deveria ter essas merdas de drogas, cigarro, alcool, adolescente aprontando fumando maconha como tem hoje em dia, as meninas deveriam ser mais fofas, santas e talz sei la, mais e oque parece, pois sempre quando vejo alguem contando sobre essa época eu percebo o quanto devia ter sido legal e o quanto eu gostaria de ter vivido ='D

Gil Lima disse...

hahahaha rapaz, pois tenha certeza que naquela época as coisas eram tal como hoje em dia mesmo, só que mais camuflado. O que acontece é que talvez com essa onda de liberalismo, auto exposição, a garotada já ´´não fica mais no armário``. Mas os anos 90 foram bons mesmos, mas por outros motivos. Por exemplo, essa praga de politicamente correto praticamente não existia, a mídia era bem menos censurada, e Internet também não existia, e parece que valorizávamos bem mais o que consumíamos.

Silas souza Jordão disse...

existia ultrajovem henshin tbm q se destacaram no momento q a heroi sumiu das bancas e foram ate melhotes pois a heroi tinha perdido sua identidade q conquistou a gente na epoca

Unknown disse...

Alguém tem interesse em comprar a herói desde a edição 1 ate a edição 64?

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